Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da vacina

Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da vacina

A Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (Anvisa) autorizou a importao de seis milhes de doses da CoronaVac, vacina cuja frmula foi desenvolvida pelo laboratrio chins Sinovac e testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, em So Paulo. A liberao, anunciada nesta sexta-feira (23), porm, no se estende ao uso da vacina – que ainda dever ser registrada pelo rgo regulador.

Essas doses fazem parte de um acordo entre o governo do estado de So Paulo com a Sinovac, que envolve a negociao de 46 milhes de doses – seis milhes importada e outras 40 milhes envasadas e rotuladas no Brasil.

“Na importao em carter excepcional de produto sem registro, de responsabilidade do importador garantir a eficcia, segurana e qualidade do produto, inclusive o monitoramento do seu uso e o exerccio da farmacovigilncia. Adicionalmente, a utilizao do produto ficar condicionada obteno de seu registro sanitrio junto Anvisa”, diz o comunicado oficial do rgo.

Atraso

Mais cedo, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres contradisse uma acusao do diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, de que a agncia estaria retardando a autorizao de importao da matria-prima para a fabricao da CoronaVac. De acordo com Totter, no h possibilidade de postergar a aprovao de uma vacina contra a Covid-19, como a CoronaVac, por conta de presses do governo federal.

Tambm em nota, a Anvisa garantiu que no “retarda a importao de matria-prima para fabricao de vacinas do Instituto Butantan” e que o processo “j havia sido analisado quando da publicao da notcia e que foram identificadas discrepncias. Essas discrepncias foram comunicadas ao Instituto Butantan”.

Pedro Fran

Presidente da Anvisa nega atraso proposital de autorizao para CoronaVac. Imagem: Pedro Frana/Agncia Senado

A preocupao de Covas, compartilhada por governadores, que a Anvisa sofra interferncia do Poder Executivo quanto liberao de um imunizante, j que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem feito uma campanha contra a vacina desenvolvida com tecnologia chinesa nos ltimos dias. Nesta quinta, inclusive, o presidente afirmou que a substncia no parece segura “por conta de sua origem”.

Torres, por outro lado, garante que a anlise da agncia puramente tcnica, e no leva em considerao a provenincia da vacina, lembrando que o ato de dificultar o processo deliberadamente crime previsto no Cdigo Penal.

“Se estamos concebendo a possibilidade de algum daqui de dentro, intencionalmente, procrastinar, postergar ou realizar qualquer impedimento para que um medicamento salve vidas… Eu jamais vou poder cogitar isso”, afirmou ao jornal. “E, se eu tomar conhecimento disso, tomarei todas as medidas cabveis”.

Divulga

Vacina CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac. Imagem: Governo de So Paulo/Divulgao

Eficcia

Na fase 3 de testes, os dados apresentados sobre a CoronaVac ainda no permitiram cravar a eficcia da vacina, embora demonstrem um “alto perfil de segurana”. Durante uma apresentao na ltima segunda-feira (19), o diretor do Instituto Butantan, mostrou uma comparao com outras vacinas em fases avanadas de testes, como a da Moderna (mRNA-1273), da Pfizer (BNT162bI), da CanSino (Ad5-nCov) e da AstraZeneca-Oxford (AZD1222).

Os nmeros apresentados mostram no s uma incidncia inferior de efeitos colaterais, mas uma intensidade mais baixa. Enquanto todas as outras apresentaram alguma reao de grau 3, que o tipo de evento adverso que impede a pessoa de realizar suas atividades normalmente, embora no chegue a representar um risco sua vida, a CoronaVac foi a nica a registrar, no mximo reaes de grau 2.

Via: G1/CNN/Folha de S. Paulo

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