Google desativa bloqueadores de anúncios que espionavam usuários

Google desativa bloqueadores de anúncios que espionavam usuários

O Google removeu, neste fim de semana, da loja de extenses do Chrome dois bloqueadores de anncios que foram pegos coletando dados dos usurios, algo que explicitamente proibido pelas regras da plataforma.

ONano Ablocker e o Nano Defender tinham 50 mil e 200 mil instalaes, respectivamente. Elas inicialmente eram extenses legtimas, que foram vendidas pelo desenvolvedor original no incio deste ms a “uma equipe de desenvolvedores turcos”. Desde ento, foram modificadas para incluir cdigo capaz de rastrear todos os hbitos de navegao do usurio.

Segundo o ZDNet, entre os dados coletados esto endereo IP do usurio, pas, detalhes do sistema operacional, URLs dos sites visitados, datas de cada pedido de dados a um servidor web, mtodos HTTP (POST, GET, HEAD, etc), tamanho das respostas HTTP, cdigos de status HTTP, tempo gasto em casa pgina e URLs clicadas nela. Os dados coletados eram reportados a um servidor em def.dev-nano.com.

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Extenses do Chrome foram modificadas para incluir cdigo capaz de rastrear todos os hbitos de navegao do usurio. Imagem: Jeramey Lende/ Shutterstock

Como ambas as extenses violam as regras da Chrome Web Store, elas foram removidas da loja e desabilitadas nos navegadores onde estavam instaladas.

As verses para o Firefox de ambas as extenses no so afetadas pela coleta de dados, j que apesar de derivadas do cdigo legtimo original so mantidas por um desenvolvedor diferente.

No a primeira vez

Extenses maliciosas so o principal problema na Chrome Web Store. Em janeiro, uma extenso chamada Ledger Secure, que se passava por uma carteira de criptomoedas, roubou mais de US$ 16 mil (quase R$ 90 mil) em zCash de seus usurios. Em fevereiro, o Google removeu da loja 500 extenses que bombardeavam seus usurios com anncios que levavam a sites com malware e phishing.

Mais recentemente, em junho, o Google removeu da Web Store mais de 70 extenses maliciosas que se passavam por conversores de arquivos e alertas contra sites perigosos, que conjuntamente foram baixadas mais de 32 milhes de vezes.

Fonte: ZDNet

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